Professores da rede
particular de ensino de Pernambuco podem paralisar as atividades por tempo
indeterminado. Tudo vai depender do resultado da assembleia que acontece nesta
quarta-feira no Recife, Caruaru e Limoeiro (Agreste) e Petrolina (Sertão).
Segundo a categoria, até o momento não houve avanço nas inúmeras tentativas de
negociação com o patronato.
De acordo com o
presidente do Sindicato dos Professores de Pernambuco (Sinpro), Jackson
Bezerra, os donos de escolas não consideraram qualquer tipo de reivindicação
apresentada pela categoria. “Eles não apresentam propostas consistentes. Querem
retirar os direitos já conquistados por nós”, explicou. Ainda de acordo com
ele, os educadores não aceitam o reajuste proposto pelos patrões de 7%. “Aqui
no Estado as mensalidades são caríssimas, mas o piso salarial é o pior do
Brasil”, afirmou.
Os docentes também
se posicionaram contrários à implantação de câmeras de monitoramento nas salas
de aula. “Já ganhamos na Justiça a proibição desse tipo de instrumento”,
ressaltou Bezerra. Ainda segundo ele, muitos professores estão sendo proibidos
de participar das assembleias.
A pauta de
reivindicação abrange pontos como a unificação dos pisos em R$ 12 por
hora/aula, reajuste salarial em 10% e vale-alimentação para quem trabalha em
dois turnos na mesma escola. O Sinpro também cobra convênio com plano de saúde,
bem como o direito a 15% de hora/aula atividade.
Fonte: JC Online

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