A partir desta
quinta-feira (6) os professores da rede municipal de ensino, em estado de
greve, realizam uma paralisação de 48 horas. Na sexta-feira (7), todos os
profissionais irão se concentrar no Pátio da Prefeitura, a partir das 8h, para
a realização de um ato público, com o objetivo de apresentar a PCR a
insatisfação da categoria com as propostas apresentadas pelas mesas de
negociação.
Segundo a
categoria, as várias rodadas da mesa de negociação entre os servidores e
representantes da PCR não avançaram nas questões fundamentais, entre elas o
índice de reajuste e o valor do ticket. A prefeitura propôs 6,49% para novembro
sem retroativo e os servidores pedem 18,97%. Com relação ao ticket, a PCR
alegou não ter dinheiro para aumentar o atual valor que hoje é de R$ 12. Já o
movimento pede R$ 22,50, baseado na análise do DIEESE da Região Metropolitana
do Recife.
Os professores
também possuem uma pauta específica com a implantação da aula-atividade. A
proposta apresentada pelo secretário de Educação, Valmar Corrêa, é que esta
seja aplicada para os professores da categoria II, que seria os do 6º ao 9º
ano, no mês de agosto; enquanto professor da I apenas em fevereiro de 2014, que
seriam os do 11º ao 5º anos. Outra reivindicação dos educadores é a manutenção
das escolas.
Segundo a
Secretaria de Educação, já foi feito um diagnóstico nas 322 e atualmente é
elaborado um plano de intervenção para qualificação das unidades. Uma licitação
para a contratação de empresas para realizar serviços emergenciais já foi
lançada. Serão R$ 15 milhões para estes serviços. No que se refere a questões
estruturais mais amplas, a secretaria informa que o trabalho será realizado no
decorrer do mandato.
Na última
terça-feira (4), às 9h, na Câmara de Vereadores, os professores se juntaram a
outros servidores da Prefeitura do Recife em caminhada da Câmara de Vereadores,
para a PCR, em protesto.
Fonte: Folha/PE

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