segunda-feira, 3 de junho de 2013

Sindicatos que representam servidores públicos do Estado estão em processo de negociação com o governo

Os servidores públicos de estadual, através dos seus sindicatos, já começaram a discutir com o governo o reajuste da categoria para 2014. Na mesa de negociação, as principais lideranças sindicais querem garantir um aumento que supere as perdas acumuladas nos últimos anos.
A negociação promete ser umas das mais difíceis, haja vista a presidente Dilma Rousseff derrubou repasses federais para financiar projetos apresentados por Pernambuco, do governador Eduardo Campos (PSB), potencial adversário da petista na eleição presidencial de 2014. Dilma alterou a trajetória de transferência desse tipo de recurso, iniciada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Seguridade Social no Estado de Pernambuco (SINDSAÚDE/PE) tem participado do processo de negociação com o governo, mas até o presente momento, a entidade não apresentou a categoria, nenhum informe do que vem sendo discutido com o governo.
O projeto de Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) está sendo construído em várias áreas do governo, e o reajuste do funcionalismo estadual deverá ser incluído no orçamento e para isso é preciso que a representação de cada categoria tenha muito jogo de cintura para tentar driblar os argumentos apresentado pelo negociadores do Palácio do Campo das Princesas, que tem a missão de barrar todo e qualquer aumento que ultrapasse o que já foi planejado.
Da mesma forma, os municípios tem que ter o seu orçamento para o próximo ano que já está sendo discutido nas câmaras de vereadores de todo país.
O Sindsaúde também representa os trabalhadores da saúde de vários municípios, e pelo que se sabe, não existe nenhuma comissão da entidade engajada no processo de negociação com as prefeituras, em outras palavras, os servidores que trabalham na saúde e são filiados ao sindicato, se os prefeitos não garantirem o reajuste na LDO, é provável que esses trabalhadores fiquem sem aumento.
Alguns servidores municipais tem reclamado da ausência do sindicato em algumas das reivindicações da categoria, em alguns casos, as prefeituras faz anos que não pagam gratificação SUS e insalubridade, segundo um dos prejudicados com essa ausência que não quis se identificar, afirma que a entidade só vai para o embate quando tem interesse eleitoreiro, ou seja, quando o número de filiados possa garantir um resultado satisfatório nas urnas.
Enquanto o Sindisaúde continua o seu silêncio, a categoria está na expectativa aguardando notícias de como anda a articulação na mesa de negociação.

Fonte: A Hora da Renovação

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