Os servidores
públicos de estadual, através dos seus sindicatos, já começaram a discutir com
o governo o reajuste da categoria para 2014. Na mesa de negociação, as
principais lideranças sindicais querem garantir um aumento que supere as perdas
acumuladas nos últimos anos.
A negociação
promete ser umas das mais difíceis, haja vista a presidente Dilma Rousseff
derrubou repasses federais para financiar projetos apresentados por Pernambuco,
do governador Eduardo Campos (PSB), potencial adversário da petista na eleição
presidencial de 2014. Dilma alterou a trajetória de transferência desse tipo de
recurso, iniciada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Sindicato dos
Trabalhadores em Saúde e Seguridade Social no Estado de Pernambuco (SINDSAÚDE/PE)
tem participado do processo de negociação com o governo, mas até o presente momento,
a entidade não apresentou a categoria, nenhum informe do que vem sendo
discutido com o governo.
O projeto de Lei de
Diretrizes Orçamentária (LDO) está sendo construído em várias áreas do governo,
e o reajuste do funcionalismo estadual deverá ser incluído no orçamento e para
isso é preciso que a representação de cada categoria tenha muito jogo de cintura
para tentar driblar os argumentos apresentado pelo negociadores do Palácio do
Campo das Princesas, que tem a missão de barrar todo e qualquer aumento que
ultrapasse o que já foi planejado.
Da mesma forma, os
municípios tem que ter o seu orçamento para o próximo ano que já está sendo
discutido nas câmaras de vereadores de todo país.
O Sindsaúde também
representa os trabalhadores da saúde de vários municípios, e pelo que se sabe, não
existe nenhuma comissão da entidade engajada no processo de negociação com as
prefeituras, em outras palavras, os servidores que trabalham na saúde e são
filiados ao sindicato, se os prefeitos não garantirem o reajuste na LDO, é
provável que esses trabalhadores fiquem sem aumento.
Alguns
servidores municipais tem reclamado da ausência do sindicato em algumas das
reivindicações da categoria, em alguns casos, as prefeituras faz anos que não
pagam gratificação SUS e insalubridade, segundo um dos prejudicados com essa ausência que não quis se identificar, afirma que a entidade só vai para o embate
quando tem interesse eleitoreiro, ou seja, quando o número de filiados
possa garantir um resultado satisfatório nas urnas.
Enquanto
o Sindisaúde continua o seu silêncio, a categoria está na expectativa
aguardando notícias de como anda a articulação na mesa de negociação.
Fonte: A Hora da Renovação

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