A União Nacional
dos Estudantes sempre foi beneficiada pelos governos petistas com verbas
federais em emendas ou convênios. Os repasses financeiros são oriundos de
vários ministérios, como os da Saúde e Cultura, por exemplo. O dinheiro é
destinado para as mais diversas finalidades, como realização de congressos,
bienais, caravanas temáticas, publicações específicas, festivais, seminários,
etc.
Dados do Sistema
Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) mostram que
mais de R$ 50 milhões já foram repassados à UNE desde que o petista Luiz Inácio
Lula da Silva chegou à Presidência da República, em 2003, iniciando a era do PT
no poder federal. Deste montante, cerca de R$ 30 milhões se destinaram à
construção da sua nova sede no Rio de Janeiro, um projeto amplo e arrojado,
assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, mas que ainda não avançou.
Denúncias de
irregularidades na prestação de contas da entidade são recorrentes e sempre
foram motivos de contestação por parte de seus dirigentes. Entre 2006 e 2010, a
UNE e a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) de São Paulo, a
qual também está sob o controle do PCdoB, receberam cerca de R$ 12 milhões do
governo, cujo objetivo era capacitar estudantes, bem como promover eventos
culturais e esportivos.
Neste caso, houve
mais uma denúncia de irregularidade envolvendo a UNE. O procurador do
Ministério Público, Marinus Marsico, junto com o Tribunal de Contas da União
(TCU), identificou uso de notas fiscais frias na comprovação dos gastos, quando
foi detectado que parte dos recursos liberados pelo governo federal foi usada
na compra de bebidas alcoólicas e outras despesas sem vínculo aparente com o
objeto conveniado.
A nova presidente
da UNE, Virgínia Barros, garante que a transparência e o zelo da instituição
com o dinheiro público são levados à risca e respeitados.
Fonte: JC Online

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