
A maioria dos profissionais que já trabalhavam no
Município há mais de dez anos ficaram de fora dessa seleção.
Mais de 10.800 pessoas se inscreveram no certame,
porém só foram selecionadas para participar da etapa final cerca de 2.300.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) havia determinado ao prefeito, Gilberto Feitosa Gonçalves Júnior,
o “Júnior Matuto”, a suspensão de um processo de seleção simplificada, pois o edital continha graves irregularidades: admitia
a contratação de servidores quando a prefeitura já extrapolara o limite de
gastos com a folha de pessoal, que é 54% de sua receita corrente líquida, e
exigia que os candidatos apresentassem a documentação no ato de inscrição e não
do chamamento para a assinatura do contrato. Porém o conselheiro Valdecir Pascoal revogou a Medida
Cautelar, que havia suspendido o processo de seleção simplificada.
Paralelo ao processo do TCE, os ex-funcionários do
município denunciaram ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que na
seleção simplificada tiveram pessoas selecionadas por indicação política e outras
foram selecionadas sem a qualificação exigida.
Segundo informações, candidatos recém-formados foram classificados com 70
pontos, visto que, segundo o edital, para conseguir 70 pontos o indivíduo tinha que ter pós-graduação (30
pontos) mais 4 anos de experiência equivalia a 40 pontos.
São essas e outras irregularidades que foram
detectadas. Os candidatos que ficaram de fora, que já trabalhavam no município,
esperam que o MPPE tome as devidas providências, eles exigem uma nova reavaliação.
A falta de transparência no processo seletivo
causou indignação, pois nem as notas dos não classificados foram divulgadas,
nenhum deles ficaram sabendo como foi sua avaliação.
Vamos ver qual vai ser a posição do MPPE diante
dessas denúncias. (Com informações Gerência de Jornalismo do TCE).
Fonte: A Hora da Renovação
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